quinta-feira, 23 de junho de 2011

E nem entendo



aquilo que entendo, pois eu estou infinitamente maior que eu mesma, e não me alcanço.


Clarice Lispector

Eu


não sou tão triste assim, é que hoje eu estou cansada.

Terei toda a



aparência de quem falhou, e só eu saberei se foi a falha necessária.



Clarice Lispector

Passei


a vida tentando corrigir os erros que cometi na minha ânsia de acertar.





Clarice Lispector.

Olhe para


as estrelas. Olhe como elas brilham por você, e por tudo o que você faz. ♪




Yellow  - Coldplay

Eu coloquei,


milhões de milhas sob os meus calcanhares. E ainda assim me sinto perto demais de você.





I am the highway. ♪  - Audioslave

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Definir o amor,



está tão além da palavra, que chega a me chatear a mania que as pessoas tem de limitar os sentimentos a simples palavras. Não sou das melhores para falar sobre sentimentos, costumo conter os meus, sempre que vejo que vou me dar mal. Mas nestes meus 19 anos e 10 meses de vida, aprendi algo que levarei comigo pro resto da vida. Sentimentos não merecem ser mantidos, limitados, contidos em palavras. Sentimentos estão muito além de qualquer texto, poesia, letra de música. Sou daquelas que prefere um gesto, do que uma carta enorme cheia de corações, escrita em letras garrafais.  Sabe, é justamente por isso que hoje o amor é algo tão banal. As pessoas fizeram um favor enorme de resumi-lo em quatro letras... Como eu já escrevi aqui, eu te amo não diz tudo. E onde ficam as demonstrações públicas de afeto, os beijos apaixonados, as flores, os passeios de mãos dadas... Deixando claro que as flores, não são aqueles buquês enormes comprados em floricultura. Não, são aquelas que você colhe, no caminho, aquelas que no momento em que você as olhou te fizeram lembrar o sorriso dela. Essas flores sim, estão cheias de sentimento e seu perfume é eterno. Sentimentos são simples. Nós seres humanos é que fazemos confusão deles, com nossas cobranças, idealizações, ciúmes. O sentimento é livre. Se você o aprisiona, faz com que ele perca a essência... aquilo que torna tudo mais bonito, mais colorido.
Eu precisei perder pessoas especiais pra saber que palavras não são suficientes pra definir o que sentimos. As atitudes falam mais que qualquer coisa que possamos escrever ou falar. Olhar nos olhos ao falar, um sorriso, um abraço apertado, chorar junto, sofrer junto. O partilhar das vidas, é muito mais importante que as palavras que despejamos nas pessoas ao longo dela.
Por causa disso, aprendi a calar mais... vale a pena demonstrar o que sente ao invés de falar e não cumprir com o que fala.






Carla Lucena - depois de muito refletir na madrugada.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Passado



Olhando alguns vídeos hoje no youtube, lembrei de uma época que eu simplesmente adoro. Acho que o glamour dos anos 80 nunca deveriam ter acabado, ou ao menos eu deveria ter nascido  em outro período da história.
Sou dessas que gosta muito das coisas antigas. Filmes antigos, clássicos dos anos 80, livros antigos, cantores antigos. Acho que sou uma alma velha em um corpo novo, ou algo parecido.
A verdade é que este século é uma droga. É uma vadiagem, neguinho querendo levar vantagem em tudo, sentimentos banalizados, tudo virando clichê. Perdeu-se o romantismo, o cavalheirismo, a educação.
Os homens já não sabem ser homens. Não mandam mais flores, não abrem mais a porta do carro, não puxam mais a cadeira pra gente sentar ( fui contemplada com um exemplar desses, huahuahsa.. meu amor faz tudo isso *-*). As mulheres não sabem mais seduzir sem serem vulgares. As roupas pra serem sexys, tem que ter o decote no umbigo, micro saias que aparecem até o cérebro.
Fiz uma coleção de filmes antigos pra mim. E é quase impossível não comparar, as atitudes.. as roupas... a beleza.
Geeeeente, a dancinha que o George Michael faz no clipe de Careless Whisper é simplesmente, UAU! E o que é aquilo em Dirty Dancing ?!
Olha eu simplesmente não consigo entender porque as pessoas simplesmente deixaram essas coisas passarem. Não digo manterem-se estacionados no tempo, sou a favor do desenvolvimento, mas deixar os valores se perderem na minha opinião, não é se tornar desenvolvido.
As pessoas fingem, mentem umas pras outras pra conseguirem o que querem... se traem, forjam sentimentos.
Não resta muito nas pessoas dos valores que haviam antes.
Só me resta agora, ver meus filmes e relembrar aquilo que nunca pude viver.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Eu vezes eu



Certa vez, disseram que sou uma garota especial, e que todos os meus sonhos cruzariam a linha do meu destino. O problema é que eu não acredito nessas coisas, eu acredito nas atitudes e na falta delas. Chega de palavras clichês que descrevem sentimentos idênticos.
Efêmero, intuitivo e explícito.
Depois que descobri o fim da eternidade, criei uma máquina do tempo imaginária. E eu volto toda vez que sinto falta.  Qual é coração?  Essa é a verdade, nós sabemos que você não precisa disso. E se eu fingir? Eu posso.
E se eu arriscar? E se for loucura? Uma hora, sobra pedaços de tanto faltar.
A cor da minha unha não diz nada sobre mim. Eu me irrito fácil. Não tenho paciência para devaneios forjados, sinto vontade de vomitar toda vez que fingem tolice para se tornarem o centro do mundo – dos idiotas?
Vivo entre um amor e outro. Entre borboletas e morcegos, e pequenos vácuos.  Com a incerteza de saber, que às vezes ainda me esqueço pra esquecer alguém. Tudo culpa dessa minha mania de achar que posso enxergar sentimentos ocultos. Noutras vezes, da minha constante  perseguição pelo que não existe. Que seja.
Basta desse medo de não ser tudo aquilo que aparento ser.
Nem as estrelas do céu estão onde realmente parecem estar.

Um barco e um amor.



Sempre achei que todos os homens gostassem de mulheres independentes e seguras. Que não precisassem deles para sobreviver ou serem felizes. Mas, como toda regra, percebi com o tempo que essa também tem sua exceção – quase sempre com uma barba mal feita e um sorriso bem feito.
Afinal, o que querem os homens?
Os sentimentos do sexo oposto são tão contraditórios quanto os nossos, mas ao contrário da gente, eles não pensam, elas fazem. Merda ou não, eles sempre fazem. Outra coisa que sempre me chamou atenção foi a necessidade de proteção, que talvez, tenham herdado dos nossos antepassados, algo a ver com o instinto de animal de"macho alfa". Aí me vem uma e outra "femêa" se fazendo de indefesa. De idiota. E funciona. Que merda!
E então, como proceder?
Se você corre atrás você é chata e melosa. Se você tenta parecer que está nem aí você é seca. E é quando você pula do barco que eles percebem que não conseguem fazer sozinhos. O problema é que a coragem de pular do barco nunca é forte o suficiente para se tornar uma atitude. Ai começamos a remar, devagar, cada vez mais devagar e em uma hora ou outra quem sente coragem de tomar a atitude de pular fora é ele.
Fingimos a existência de um motor invisível (o tal do orgulho), e continuamos lá, fingindo que está tudo bem e que nada aconteceu. Essa é a nossa fase durona, em que frases prontas nos servem de consolo.
Chega uma hora que a gasolina desse tal motor acaba, e voltamos para a estaca zero. Sozinhas em um oceano de peixes. Todos fora do barco. Ainda sentimos aquele medo de pular, a esperança em forma de nostalgia ainda ocupa o lugar vazio, e faz com que rememos sempre para trás.
Tem uma hora na nossa vida que precisamos ficar paradas no barco. Sem remar para frente ou para trás. Sozinhas com o sol, vento e silêncio. Pra perceber certas coisas e deixar outras definitivamente para trás. Buscar nossa bússola interior, e mudar totalmente de direção.
Para o infinito e eterno além.



desconheço autoria.

Um passado presente



Sabe quando, sem procurar, olhamos para o outro lado da rua e reconhecemos um rosto familiar? Logo, o cenário nos remete a outra estação, cheia de outras músicas e costumes.
Que drástica mudança somos nós, não?
O passado foi época de bons frutos, mas também semeou sensações que, uma vez nossas, sempre nos pertencerão. Será tão grave assim folhear nossas memórias e deixar que as borboletas entrem novamente? Afinal, é coletando os momentos que construímos o futuro. Sendo assim, não se sinta mal por sorrir relembrando alguém que já te encheu de expectativas.
A saudade dos ‘velhos tempos’ é natural e semelhante a que temos de diversas fases da vida. Não a ignore, mas não faça dela um referencial. A verdade é que nossa razão muitas vezes se sobrepõe ao que vai bem além de nutrientes e é bombeado aos montes pelo coração a todo o instante.
Não conte até três e quebre os paradigmas de “não quero vê-lo nunca mais”. Dê uma brecha para um papo amigável e não torne disso um hábito. Depois de tomar nota das novidades, olhe para o visor do celular e naquela chamada perdida, perceba o quanto há de segurança e amor naquele que te oferece um abrigo nos dias de preguiça, chuva e TPM.
Nutra o seu amor vigente e faça dele mais verdadeiro a cada dia que passa. Fundamente-o numa rotina cheia de aventuras e eventualmente, reveja as fotos e as cartas.
Não existe culpado em fatos irreversíveis.
E vivemos assim, rodeadas de passados presentes.

Hoje



Lembrar do passado, a um tempo atrás me machucava muito. Havia uma ferida em mim que parecia não cicatrizar nunca, por mais que o tempo passasse, a cada ano aquela ferida só me consumia e me matava lentamente. Hoje eu estive lembrando do passado, olhando fotos de amigos distantes, de pessoas que fizeram parte da minha vida direta ou indiretamente. Me dei ao luxo de olhar fotos de antigos namorados, não que eu sentisse falta deles. Mas estava querendo lembrar mesmo. Ir mais fundo no meu coração. Não estava testando Deus, sei do que Ele fez por mim. Mas sabe quando você sente aquela vontade de lembrar. Parar durante horas, deitar na calçada, fechar os olhos, sentir a brisa no rosto e lembrar. Voltei no tempo e vivi tudo novamente. Todas as decepções, todos os foras, todos os medos, todos os complexos. Tudo, absolutamente tudo, coloquei em pratos limpos comigo mesma. Lembrei das oportunidades que deixei pra trás, e que de alguma forma me trouxeram até aqui. Pensei em como seria se eu tivesse agarrado cada uma delas. Eu queria entender minhas emoções. Me testar.
O final disso tudo?
Estou viva. Estou aqui. Nada do passado me afeta mais. Deus me ensinou a viver aqui e agora. Não tenho motivos pra pensar no que vai acontecer amanhã. Preciso viver o hoje. Aproveitar cada milésimo de segundo. Não quero passar pela vida com a estranha certeza de que não vivi, nem fiz metade do que gostaria de ter feito.






Carla.

Siga você também.

domingo, 5 de junho de 2011

Ele me fitava,





seus olhos penetrantes, lindos, claros como a luz do sol. Aquele olhar penetrante, podia enxergar além dos meus olhos, era capaz de enxergar minha alma. Estremeci. Ele percebeu meu pavor e apenas sorriu, tentei retribuir seu sorriso mas estava imóvel, admirando a sua beleza.
Não havia nada que se comparasse a ele, nada que pudesse ser tão perfeito. Abri a boca com medo que a minha voz me traísse, e falei num sussurro:
- E o que é o amor pra você então?
Ele me olhou com um olhar generoso e paciente, e respondeu:
- O amor pra mim é você ! Sua voz, seu olhar, seu sorriso, o toque suave das suas mãos na minha pele, seu perfume suave de lavanda. E cada momento que passo contigo, por menor que seja, é amor.
Aquelas palavras me surpreenderam, não esperava que fosse essa a resposta dele. Eu estava totalmente desarmada naquele momento, falar faria com que eu me traísse mais uma vez. Talvez fosse um erro demonstrar amor demais naquele momento. Esqueci que estávamos ali no sofá da sala, esqueci que estava com a cabeça recostada no peito dele, mas um som me trouxe a realidade. Eu pude ouvir cada batida do coração dele, o compasso ritmado, parecia uma música. Ele fazia silêncio, talvez estivesse esperando a minha resposta, talvez estivesse como eu totalmente absorto ao momento. Eu queria falar, queria muito poder dizer algo, mas na minha cabeça nada conseguia explicar aquele momento, nada que eu dissesse soaria mais bonito do que aquelas palavras.
Me aconcheguei um pouco mais nos braços dele, enquanto ele passava as mãos nos meus cabelos. Foi então que os meus olhos encontraram os dele. Ficamos por um longo tempo assim, apenas nos contemplando.
E a única coisa que eu pude enfim dizer, quando os meus pensamentos voltaram ao lugar foi :


" A única razão que tenho pra estar aqui hoje é você. Passei todos esses anos procurando por algo que tornasse os meus dias mais vivos, algo que desse sentido a minha vida. Parei de procurar no dia  em que te conheci. Posso não entender o amor, nem o seu significado. Mas tenho a certeza que ele segue o ritmo das batidas dos nossos corações, e o meu coração nunca mais irá bater sozinho, pois tenho a certeza de que essa melodia sempre será composta por nós dois."












Carla Lucena.

Naquela outra noite



Nós tínhamos acabado de chegar. Você avistou de longe seus amigos e me puxou em direção a eles como se eu fosse mais uma parte do seu corpo. Eu sorri e os cumprimentei como sempre. Enquanto você conversava sobre misturas de bebidas e maneiras de furar a fila eu imaginava como fugir daquele lugar sem parecer uma louca.
- Não tem suco? Não tem água? Ok. Uma Ice.
Do lado um casal beijando do outro um grupo de amigas fofocando – aquelas que falam da sua roupa e do suor na sua franja. Suor, calor e funk. Por que diabos as pessoas dançam um monte de palavrão com batidas? Mexa-se Bruna. Mexa-se. Tente parecer menos estranha.
- Amor, vou no banheiro tá?
Uma pobre garota vomitando no chão e a outra tentando salvar o que restou do lápis de olho com as pontas dos dedos. Será só eu estava  ali?
- Que ótimo, sem papel.
Eu me imaginei naquele momento em vários outros lugares. No litoral, observando a lua ao lado de uma fogueira escutando você tocar violão. No cinema não prestando atenção no filme e beijando sua boca. Em casa abrindo a geladeira pra fazer qualquer besteira pra gente comer na cama.
- Ei querida, morreu aí dentro?
Você nem percebeu que eu voltei porque estava virando mais um copo de alguma coisa que tinha a mesma cor do meu esmalte. Aquele era o meu limite. O medo de te deixar ali sozinho era menor do que o medo de te deixar ali comigo. Eu não aguentaria por mais muito tempo – sem brigas.
- Amor, vamos ali pra fora comigo?
Suas mãos estavam na minha cintura e dessa vez eu estava te levando para algum lugar.
- Eu preciso ir.
- Agora? Você sabe que horas são? – Disse ele aumentando o tom de voz.
- Hora de voltar pra casa.
Eu estava discando para o táxi quando te vi voltar para a multidão.
Qualquer um diria que nós nunca tivemos nada a ver. Mas eu sabia. Você era o meu garoto e eu te amava em silêncio mesmo com tanto barulho ali fora. Mesmo com tantos idiotas tentando de convencer o contrário. Mesmo você se importando com tudo isso.
Mas eu era uma garota de sorte, você se importava.
Uma lágrima se formava em meus olhos, quanto te vi correr logo atrás do Táxi.
Você voltou pra casa junto comigo.
De mãos dadas e sorrindo.





desconheço autoria

Disfarce




Às vezes acho que eu sou meio louca, não completamente, mas o suficiente.
Não precisa ter medo, sei disfarçar.
Essa minha mania de transformar tudo em texto só complica às coisas. Eu fico imaginando, criando sentimentos que nunca existiram para que as pessoas simplesmente concordem comigo. Eu não sei estar errada.  Quando estou, faço que errem também.
Não, não queira ser como eu. De vez em quando queima e sufoca.
Gosto de  músicas que ninguém escuta. De unha descascada e bochechas vermelhas. De barba feita e mãos na cintura. Amo sentir frio. Sinto saudade de tudo e de todos, principalmente, de quem não merece. Minha melhor companhia é a solidão. Quando estou com ela, pessoas que já se foram, voltam.
Perco a hora toda hora. Mas, estou sempre lá. E por aqui.
Goste que me admirem, não que achem graça de mim. Pessoas idiotas me dão dor de cabeça. Deixo sinais enquanto falo. Eu acredito no amor. E na paixão.  Uso all star e salto alto, mas eu gosto mesmo é de ficar descalça. Sou sensível e ao mesmo tempo forte. Choro, acho graça e  fico nervosa, tudo em menos de um minuto, ou ao mesmo tempo, em um segundo.
Minha vida flui como essa crônica. Frases sem sentido e fora de ordem, que quando se juntam, formam um parágrafo. E o final? Meus finais são sempre confusos. Sem porque, nem pra que, apenas acabam. Fim.




desconheço autoria.

sábado, 4 de junho de 2011

Não escolha,


a pessoa mais bonita do mundo. Escolha a pessoa que faz do seu mundo o mais bonito.

Uma vontade enorme,


de pegar uma mochila, colocar o necessário e sair por aí... conhecer o mundo, conhecer pessoas, fortalecer laços, esquecer decepções. Buscar a minha felicidade, encontrar e não voltar tão cedo.

Uma garota só precisa,


de um garoto que possa ser homem o bastante para prová-la que nem todos os homens são iguais.






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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Eu aprendi




com a dor, que estar em Tua presença, era a unica coisa que realmente importava.




Carla Lucena.

Me lembra alguém conhecido



Eu não quero mais viver

Longe da Tua presença, meu Senhor
Hoje, quero voltar, voltar ao início de tudo
De quando eu era feliz
Sentia a Tua presença, caminhava ali, no seu jardim
Te encontrava todo dia
Mas me perdi, Senhor, no caminhar
Tentei andar sozinho na aventura
Dessa vida foi só ilusão
Confesso que andei perdido, sim,
Mas, hoje, eu Te devolvo um coração
Arrependido de tudo o que fez
Quero voltar, Senhor, para os Teus rios




Arde Outra Vez - Thales Roberto.