domingo, 27 de novembro de 2011

I'm the Highway

Sabe aquela canção, então ela ainda me lembra você. E, eu sinto uma falta tão grande de você, como se alguém tivesse roubado uma parte vital de mim. É enlouquecedor sentir-se assim.
Nada, absolutamente nada aqui me lembra você. Nós nunca estivemos perto um do outro, nunca nos falamos, nunca nos tocamos, nunca tivemos nenhum momento do qual valesse a pena ser lembrado, mas em cada lugar que eu passo vejo um pouco de você.
Talvez você esteja muito mais em mim do que eu pudesse imaginar. E, eu gostaria muito de fazer você acreditar no que eu digo, mas não consigo, não posso.
Você é muito mais um sonho, uma idealização minha, uma projeção do meu subconsciente. Mais uma porta que eu sei que permanecerá aberta sempre dentro de mim.
Tento me acostumar com a ideia de que pra ter você, eu preciso passar a vida inteira dormindo. Então nos momentos em que preciso ficar acordada, eu luto comigo mesma, luto com a minha mente e tento afastar você.
Mas, apesar de tudo quero te agradecer. Você me mostrou um lado da vida que eu ainda não conhecia. Você fez eu me afeiçoar a você mesmo com toda a sua indiferença, mesmo eu precisando quase implorar por uma palavra de carinho. A verdade é que com tão pouco, você fez muito por mim. E mesmo que eu nunca mais tenha a chance de falar com você e me sentir perto de você, você sempre vai estar em mim.
Eu sei que pra você essas coisas são insignificantes, eu sei que você não acredita mais, eu sei que tocar você de alguma forma é quase que impossível mas eu não tenho outra forma de te dizer isso.
Então obrigado por ter feito de mim uma parte de você, por ter me mostrado como é que se vive com liberdade. Espero que de alguma forma você também lembre de mim.


"Eu coloquei milhões de milhas sob  meus calcanhares, e ainda assim me sinto perto demais de você ".

Passados

Eu sinto como se meus fantasmas nunca fossem parar de me atormentar. As vezes penso que não entendi o conceito de resiliência que me foi ensinado na faculdade. É como se eu não conseguisse ultrapassar as fases, viver os lutos. Todas as vezes que olho pra trás, é como se pudesse sentir os pedaços que me foram tirados. As promessas que fiz e não pude cumprir, as promessas que me fizeram e não se cumpriram. É triste se prender desta forma, mas o que fazer se pra mim não há outro meio de viver.
Sobrevivo. Dia após dia, eu sobrevivo.
Tenho atropelado os meus sentimentos, passado por cima da dor, enterrado os medos, as agonias e as frustrações. Mas da mesma forma que um cachorrinho sempre procura o osso que enterrou, eu também tenho desenterrado as coisas em mim.
Não é por querer, eu não quero viver assim. Eu sempre quis ser feliz, sempre quis fazer alguém feliz e ser feliz ao lado de alguém. Mas estou muito mais atolada nas minhas emoções do que eu imaginava.
São músicas, palavras, livros, imagens, lembranças, lugares. Estou carregada de impressões, de marcas, de lacunas. As portas não foram totalmente fechadas em mim, e sempre é possível sentir a ausência de alguém que eu não queria que tivesse ido embora mas foi. Aí eu me vejo lembrando sempre destas pessoas, lembrando das conversas, das risadas e a dor que antes já estava amena, volta a latejar e a pulsar no meu coração.
Antes, chorar resolvia. Hoje, nem chorar eu consigo mais. Endureci diante de tudo isso, e esqueci minhas emoções, esqueci meus sentimentos e desaprendi a acreditar nas pessoas.
Pouco a pouco, o buraco negro que há em mim, tem me sugado pra dentro dele. Sugado tudo de bom que eu ainda conseguia manter, tudo de bom que havia conseguido construir.
Mas ser sozinha não é a solução ainda. Eu não consigo conviver com a ideia de ter que me isolar ainda mais pra tentar curar o que ainda há em mim.
Eu preciso das gentes pra sobreviver, preciso dos sorrisos, preciso das cores do mundo. Sem elas, eu só seria mais alguém tentando não morrer, nem matar a bondade que há dentro de si.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Ninguém,

" é sensível, ninguém é bruto o tempo todo. Todas as vezes que tentam me colocar num desses estereótipos, eu fico angustiado, sabe? Porque não é verdade.
A vida é plural e a gente é feito de vários momentos. A construção da personalidade é feita de vários momentos, dentro de impressões sobre o mundo que você tem a cada momento e antes de qualquer coisa eu tenho muito mais conflito do que certeza. Então, eu não posso me afirmar porra nenhuma... "

Marcelo Camelo

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Estamos com fome de amor


 Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: " Digam o que disserem, o mal do século é a solidão." Pretensiosamente digo que assino em baixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias. Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
 Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos " personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém dúvida? Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão apenas dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
 Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamo-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a sentir, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós .
 Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número de comunidades como: " Quero um amor pra vida toda!", " Eu sou pra casar!" até a desesperançada " Nasci pra ser sozinho".  Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
 Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, para chegar a escrever estas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje me dia é feio, démodé, brega.
 Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.
 Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.
 Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada. O que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que não posso me aventurar a dizer pra alguém: " Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho a certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida." 

Antes idiota que infeliz.



Arnaldo Jabor

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Já perdi as contas,


de quantas lutas perdi brigando comigo mesma. Quantas vezes me feri e desisti de me enfrentar, quantas vezes tive medo de me encarar.
Brigas que não sei se tenho chance ou se simplesmente tenho medo de ganhar.

Quando fico acordada à noite,


me pergunto se realmente tenho vivido. Será que é assim pra todo mundo?
Ou será que algumas pessoas têm mais talento pra viver do que outras ?! Ou será que há pessoas que nunca vivem? Mas simplesmente existem. Então, o medo me pega e vejo um retrato horrível de mim mesma.
Eu nunca amadureci. Meu rosto e meu corpo envelheceram, mas por dentro nunca nasci.

Talvez você não entenda,



me machuca dizer isso. Eu quero que você fique, mas talvez seja melhor se você for. Então me deixe.

Nunca quis,

ser exemplo de nada.
Acho que cada um deve saber o que está fazendo. Eu, pelo menos, sei o que faço. Sou contente da forma que vivo e talvez vocês não entendam isso, mas no final, o que importa? Eu não me importo com vocês.

Sei exatamente,





como é querer morrer, como machuca sorrir, como você tenta se encaixar mas não consegue. Como você se fere por fora, tentando matar o que tem por dentro.

Odeio morar dentro de mim,




... esse ser que eu sou, que não me faz feliz e nem me deixa dormir.  Esse ser que está sempre em outro lugar, no lugar de sentir todas essas coisas.
 No único lugar de sempre,esperando, doendo, cheio de si nos dois sentidos. Mas é arrogância de novo.
Querendo odiar, querendo entender. Querendo doer mais que todo mundo, querendo não ser. Mas não é ódio e nem nada.
 É tristeza. Muita. E uma vontade enorme de sair daqui. Uma vontade minúscula perto do tamanho da minha tristeza. Eu que sempre vou embora de todos os lugares, acabo sempre chegando a conclusão que a tristeza é o único lugar do qual jamais se vai embora.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Redescobrindo.

Acredito que todos nós temos um lado oculto, que mais cedo ou mais tarde vem a tona. Eu sou um pouco diferente, tenho muitos lados ocultos que vem a tona diariamente.
Sabe quando você de repente se sente perdido, sem saber pra onde ir, sem saber sequer o que quer pra sua vida. Você pode pensar : " mas você tem tudo."
Amigos, família, amor, emprego, faculdade. Mas posso ir mais fundo, NÃO ME SATISFAZ.
Muitas vezes sinto o mesmo vazio de antes, e fico sem entender o porque de tudo. Me perco dentro de mim, machuco pessoas, confundo sentimentos. Não sei por onde ir, é como se eu estivesse cega e perdida.
Preciso de ajuda.


Fim.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Para alguém tão especial ...

Conhecemos pessoas todos os dias. Conversamos com alguém na parada do ônibus, na fila do banco, sorrimos e logo julgamos ter feito um novo amigo.
Mas ao chegarmos a esquina, nem sequer lembramos o nome da pessoa.
Existem amigos passageiros, ficam um tempo ao nosso lado mas logo decidem ir embora. Existem amigos que duram semanas, minutos até segundos.
E existem aqueles que aparecem sem que nós estejamos esperando, e vão ficando, ficando, ficando...
Pra mim você é um desses amigos que ficaram. Faz tanto tempo que nos conhecemos, que eu nem lembro ao certo quando essa amizade nasceu. Até parece que nós já eramos amigos em outras vidas e apenas nos reencontramos.
O mais bonito de tudo é que as coisas sempre aconteceram com naturalidade. Do primeiro "oi", aos abraços tímidos e desajeitados. Das brincadeiras, quando todos diziam que um dia seriamos namorados.
O orgulho que eu senti quando soube que você havia passado no vestibular, do orgulho maior em saber que você está tão perto de realizar o seu sonho.
Poder compartilhar meus momentos tristes e felizes, e ter a certeza de que você sempre vai ter a palavra certa pra me falar.
Não sei como explicar isso pras outras pessoas, mas sei que você entende tanto quanto eu.
E neste dia, no seu aniversário, escrever aqui pra você foi a forma que eu encontrei de mostrar e de presentear você por ser essa pessoa tão especial não só pra mim, mas para todos os que tem a oportunidade de fazer parte da sua vida.

FELIZ ANIVERSÁRIO GEILSON ! ♥

Que essa amizade cresça cada dia mais, e mesmo com a distância tudo permaneça como sempre foi.


segunda-feira, 25 de julho de 2011

Você..

é extremamente sensível e sente a dor de tudo o que está ao seu redor.



Juliana Palagi.


_________________________________________________________________

Nunca me imaginei por este ângulo. É bom ter amigos dos quais podemos e temos o direito de dizer que estão muito mais além do que a palavra é capaz de definir.
Alguns ( significam muitos) anos nos proporcionaram uma amizade sem igual. E você tem feito parte da minha vida de forma marcante e eterna.


Amiga, você pra mim é essencial.

Sobre a saudade dos que passaram.


Andei passeando pela minha vida esses dias. Pensando em como as coisas mudam, como as pessoas mudam, como os sentimentos que nos envolvem mudam.
Lembrei de alguns amigos e amores que simplesmente passaram. Me deixaram sem pedir licença, sem avisar, sem fechar a porta depois.
Não sei se a dor que muitas vezes sinto são essas portas entreabertas, prefiro acreditar que não. É mais uma forma de me resguardar dos sentimentos, me preservar de mais e mais dores. Eu prefiro acreditar que a felicidade entrou e fechou a porta e agora ela ocupa os espaços que estavam vazios.
Você pode até achar que estou me enganando, escondendo a dor ou até mesmo mentindo pra mim mesma. Eu vou te responder que estou tentando sobreviver.
Ocupando as lacunas com pessoas e momentos importantes. Porque eu percebi que não adianta olhar pra trás, as coisas nunca mais serão como antes.
As pessoas não vão mais voltar, os sorrisos já se perderam, os abraços já partiram.
E a dor de saber que não terei mais esses momentos parece que me tortura a cada instante. Pensar naqueles que se foram só me faz ver o quanto eles foram importantes e em como essas portas abertas jamais poderão ser fechadas.
É sobre a saudade que dói, é sobre a lembrança de um sorriso, de um abraço, um perfume, uma voz.
Momentos, pessoas que jamais voltarão.
E  a dor permanece, até quando não sei explicar.




__________________________________________________________________

Pra você querida Juliana Palagi.
Em memória do Gatão

quarta-feira, 6 de julho de 2011

quinta-feira, 23 de junho de 2011

E nem entendo



aquilo que entendo, pois eu estou infinitamente maior que eu mesma, e não me alcanço.


Clarice Lispector

Eu


não sou tão triste assim, é que hoje eu estou cansada.

Terei toda a



aparência de quem falhou, e só eu saberei se foi a falha necessária.



Clarice Lispector

Passei


a vida tentando corrigir os erros que cometi na minha ânsia de acertar.





Clarice Lispector.

Olhe para


as estrelas. Olhe como elas brilham por você, e por tudo o que você faz. ♪




Yellow  - Coldplay

Eu coloquei,


milhões de milhas sob os meus calcanhares. E ainda assim me sinto perto demais de você.





I am the highway. ♪  - Audioslave

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Definir o amor,



está tão além da palavra, que chega a me chatear a mania que as pessoas tem de limitar os sentimentos a simples palavras. Não sou das melhores para falar sobre sentimentos, costumo conter os meus, sempre que vejo que vou me dar mal. Mas nestes meus 19 anos e 10 meses de vida, aprendi algo que levarei comigo pro resto da vida. Sentimentos não merecem ser mantidos, limitados, contidos em palavras. Sentimentos estão muito além de qualquer texto, poesia, letra de música. Sou daquelas que prefere um gesto, do que uma carta enorme cheia de corações, escrita em letras garrafais.  Sabe, é justamente por isso que hoje o amor é algo tão banal. As pessoas fizeram um favor enorme de resumi-lo em quatro letras... Como eu já escrevi aqui, eu te amo não diz tudo. E onde ficam as demonstrações públicas de afeto, os beijos apaixonados, as flores, os passeios de mãos dadas... Deixando claro que as flores, não são aqueles buquês enormes comprados em floricultura. Não, são aquelas que você colhe, no caminho, aquelas que no momento em que você as olhou te fizeram lembrar o sorriso dela. Essas flores sim, estão cheias de sentimento e seu perfume é eterno. Sentimentos são simples. Nós seres humanos é que fazemos confusão deles, com nossas cobranças, idealizações, ciúmes. O sentimento é livre. Se você o aprisiona, faz com que ele perca a essência... aquilo que torna tudo mais bonito, mais colorido.
Eu precisei perder pessoas especiais pra saber que palavras não são suficientes pra definir o que sentimos. As atitudes falam mais que qualquer coisa que possamos escrever ou falar. Olhar nos olhos ao falar, um sorriso, um abraço apertado, chorar junto, sofrer junto. O partilhar das vidas, é muito mais importante que as palavras que despejamos nas pessoas ao longo dela.
Por causa disso, aprendi a calar mais... vale a pena demonstrar o que sente ao invés de falar e não cumprir com o que fala.






Carla Lucena - depois de muito refletir na madrugada.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Passado



Olhando alguns vídeos hoje no youtube, lembrei de uma época que eu simplesmente adoro. Acho que o glamour dos anos 80 nunca deveriam ter acabado, ou ao menos eu deveria ter nascido  em outro período da história.
Sou dessas que gosta muito das coisas antigas. Filmes antigos, clássicos dos anos 80, livros antigos, cantores antigos. Acho que sou uma alma velha em um corpo novo, ou algo parecido.
A verdade é que este século é uma droga. É uma vadiagem, neguinho querendo levar vantagem em tudo, sentimentos banalizados, tudo virando clichê. Perdeu-se o romantismo, o cavalheirismo, a educação.
Os homens já não sabem ser homens. Não mandam mais flores, não abrem mais a porta do carro, não puxam mais a cadeira pra gente sentar ( fui contemplada com um exemplar desses, huahuahsa.. meu amor faz tudo isso *-*). As mulheres não sabem mais seduzir sem serem vulgares. As roupas pra serem sexys, tem que ter o decote no umbigo, micro saias que aparecem até o cérebro.
Fiz uma coleção de filmes antigos pra mim. E é quase impossível não comparar, as atitudes.. as roupas... a beleza.
Geeeeente, a dancinha que o George Michael faz no clipe de Careless Whisper é simplesmente, UAU! E o que é aquilo em Dirty Dancing ?!
Olha eu simplesmente não consigo entender porque as pessoas simplesmente deixaram essas coisas passarem. Não digo manterem-se estacionados no tempo, sou a favor do desenvolvimento, mas deixar os valores se perderem na minha opinião, não é se tornar desenvolvido.
As pessoas fingem, mentem umas pras outras pra conseguirem o que querem... se traem, forjam sentimentos.
Não resta muito nas pessoas dos valores que haviam antes.
Só me resta agora, ver meus filmes e relembrar aquilo que nunca pude viver.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Eu vezes eu



Certa vez, disseram que sou uma garota especial, e que todos os meus sonhos cruzariam a linha do meu destino. O problema é que eu não acredito nessas coisas, eu acredito nas atitudes e na falta delas. Chega de palavras clichês que descrevem sentimentos idênticos.
Efêmero, intuitivo e explícito.
Depois que descobri o fim da eternidade, criei uma máquina do tempo imaginária. E eu volto toda vez que sinto falta.  Qual é coração?  Essa é a verdade, nós sabemos que você não precisa disso. E se eu fingir? Eu posso.
E se eu arriscar? E se for loucura? Uma hora, sobra pedaços de tanto faltar.
A cor da minha unha não diz nada sobre mim. Eu me irrito fácil. Não tenho paciência para devaneios forjados, sinto vontade de vomitar toda vez que fingem tolice para se tornarem o centro do mundo – dos idiotas?
Vivo entre um amor e outro. Entre borboletas e morcegos, e pequenos vácuos.  Com a incerteza de saber, que às vezes ainda me esqueço pra esquecer alguém. Tudo culpa dessa minha mania de achar que posso enxergar sentimentos ocultos. Noutras vezes, da minha constante  perseguição pelo que não existe. Que seja.
Basta desse medo de não ser tudo aquilo que aparento ser.
Nem as estrelas do céu estão onde realmente parecem estar.

Um barco e um amor.



Sempre achei que todos os homens gostassem de mulheres independentes e seguras. Que não precisassem deles para sobreviver ou serem felizes. Mas, como toda regra, percebi com o tempo que essa também tem sua exceção – quase sempre com uma barba mal feita e um sorriso bem feito.
Afinal, o que querem os homens?
Os sentimentos do sexo oposto são tão contraditórios quanto os nossos, mas ao contrário da gente, eles não pensam, elas fazem. Merda ou não, eles sempre fazem. Outra coisa que sempre me chamou atenção foi a necessidade de proteção, que talvez, tenham herdado dos nossos antepassados, algo a ver com o instinto de animal de"macho alfa". Aí me vem uma e outra "femêa" se fazendo de indefesa. De idiota. E funciona. Que merda!
E então, como proceder?
Se você corre atrás você é chata e melosa. Se você tenta parecer que está nem aí você é seca. E é quando você pula do barco que eles percebem que não conseguem fazer sozinhos. O problema é que a coragem de pular do barco nunca é forte o suficiente para se tornar uma atitude. Ai começamos a remar, devagar, cada vez mais devagar e em uma hora ou outra quem sente coragem de tomar a atitude de pular fora é ele.
Fingimos a existência de um motor invisível (o tal do orgulho), e continuamos lá, fingindo que está tudo bem e que nada aconteceu. Essa é a nossa fase durona, em que frases prontas nos servem de consolo.
Chega uma hora que a gasolina desse tal motor acaba, e voltamos para a estaca zero. Sozinhas em um oceano de peixes. Todos fora do barco. Ainda sentimos aquele medo de pular, a esperança em forma de nostalgia ainda ocupa o lugar vazio, e faz com que rememos sempre para trás.
Tem uma hora na nossa vida que precisamos ficar paradas no barco. Sem remar para frente ou para trás. Sozinhas com o sol, vento e silêncio. Pra perceber certas coisas e deixar outras definitivamente para trás. Buscar nossa bússola interior, e mudar totalmente de direção.
Para o infinito e eterno além.



desconheço autoria.

Um passado presente



Sabe quando, sem procurar, olhamos para o outro lado da rua e reconhecemos um rosto familiar? Logo, o cenário nos remete a outra estação, cheia de outras músicas e costumes.
Que drástica mudança somos nós, não?
O passado foi época de bons frutos, mas também semeou sensações que, uma vez nossas, sempre nos pertencerão. Será tão grave assim folhear nossas memórias e deixar que as borboletas entrem novamente? Afinal, é coletando os momentos que construímos o futuro. Sendo assim, não se sinta mal por sorrir relembrando alguém que já te encheu de expectativas.
A saudade dos ‘velhos tempos’ é natural e semelhante a que temos de diversas fases da vida. Não a ignore, mas não faça dela um referencial. A verdade é que nossa razão muitas vezes se sobrepõe ao que vai bem além de nutrientes e é bombeado aos montes pelo coração a todo o instante.
Não conte até três e quebre os paradigmas de “não quero vê-lo nunca mais”. Dê uma brecha para um papo amigável e não torne disso um hábito. Depois de tomar nota das novidades, olhe para o visor do celular e naquela chamada perdida, perceba o quanto há de segurança e amor naquele que te oferece um abrigo nos dias de preguiça, chuva e TPM.
Nutra o seu amor vigente e faça dele mais verdadeiro a cada dia que passa. Fundamente-o numa rotina cheia de aventuras e eventualmente, reveja as fotos e as cartas.
Não existe culpado em fatos irreversíveis.
E vivemos assim, rodeadas de passados presentes.

Hoje



Lembrar do passado, a um tempo atrás me machucava muito. Havia uma ferida em mim que parecia não cicatrizar nunca, por mais que o tempo passasse, a cada ano aquela ferida só me consumia e me matava lentamente. Hoje eu estive lembrando do passado, olhando fotos de amigos distantes, de pessoas que fizeram parte da minha vida direta ou indiretamente. Me dei ao luxo de olhar fotos de antigos namorados, não que eu sentisse falta deles. Mas estava querendo lembrar mesmo. Ir mais fundo no meu coração. Não estava testando Deus, sei do que Ele fez por mim. Mas sabe quando você sente aquela vontade de lembrar. Parar durante horas, deitar na calçada, fechar os olhos, sentir a brisa no rosto e lembrar. Voltei no tempo e vivi tudo novamente. Todas as decepções, todos os foras, todos os medos, todos os complexos. Tudo, absolutamente tudo, coloquei em pratos limpos comigo mesma. Lembrei das oportunidades que deixei pra trás, e que de alguma forma me trouxeram até aqui. Pensei em como seria se eu tivesse agarrado cada uma delas. Eu queria entender minhas emoções. Me testar.
O final disso tudo?
Estou viva. Estou aqui. Nada do passado me afeta mais. Deus me ensinou a viver aqui e agora. Não tenho motivos pra pensar no que vai acontecer amanhã. Preciso viver o hoje. Aproveitar cada milésimo de segundo. Não quero passar pela vida com a estranha certeza de que não vivi, nem fiz metade do que gostaria de ter feito.






Carla.

Siga você também.

domingo, 5 de junho de 2011

Ele me fitava,





seus olhos penetrantes, lindos, claros como a luz do sol. Aquele olhar penetrante, podia enxergar além dos meus olhos, era capaz de enxergar minha alma. Estremeci. Ele percebeu meu pavor e apenas sorriu, tentei retribuir seu sorriso mas estava imóvel, admirando a sua beleza.
Não havia nada que se comparasse a ele, nada que pudesse ser tão perfeito. Abri a boca com medo que a minha voz me traísse, e falei num sussurro:
- E o que é o amor pra você então?
Ele me olhou com um olhar generoso e paciente, e respondeu:
- O amor pra mim é você ! Sua voz, seu olhar, seu sorriso, o toque suave das suas mãos na minha pele, seu perfume suave de lavanda. E cada momento que passo contigo, por menor que seja, é amor.
Aquelas palavras me surpreenderam, não esperava que fosse essa a resposta dele. Eu estava totalmente desarmada naquele momento, falar faria com que eu me traísse mais uma vez. Talvez fosse um erro demonstrar amor demais naquele momento. Esqueci que estávamos ali no sofá da sala, esqueci que estava com a cabeça recostada no peito dele, mas um som me trouxe a realidade. Eu pude ouvir cada batida do coração dele, o compasso ritmado, parecia uma música. Ele fazia silêncio, talvez estivesse esperando a minha resposta, talvez estivesse como eu totalmente absorto ao momento. Eu queria falar, queria muito poder dizer algo, mas na minha cabeça nada conseguia explicar aquele momento, nada que eu dissesse soaria mais bonito do que aquelas palavras.
Me aconcheguei um pouco mais nos braços dele, enquanto ele passava as mãos nos meus cabelos. Foi então que os meus olhos encontraram os dele. Ficamos por um longo tempo assim, apenas nos contemplando.
E a única coisa que eu pude enfim dizer, quando os meus pensamentos voltaram ao lugar foi :


" A única razão que tenho pra estar aqui hoje é você. Passei todos esses anos procurando por algo que tornasse os meus dias mais vivos, algo que desse sentido a minha vida. Parei de procurar no dia  em que te conheci. Posso não entender o amor, nem o seu significado. Mas tenho a certeza que ele segue o ritmo das batidas dos nossos corações, e o meu coração nunca mais irá bater sozinho, pois tenho a certeza de que essa melodia sempre será composta por nós dois."












Carla Lucena.

Naquela outra noite



Nós tínhamos acabado de chegar. Você avistou de longe seus amigos e me puxou em direção a eles como se eu fosse mais uma parte do seu corpo. Eu sorri e os cumprimentei como sempre. Enquanto você conversava sobre misturas de bebidas e maneiras de furar a fila eu imaginava como fugir daquele lugar sem parecer uma louca.
- Não tem suco? Não tem água? Ok. Uma Ice.
Do lado um casal beijando do outro um grupo de amigas fofocando – aquelas que falam da sua roupa e do suor na sua franja. Suor, calor e funk. Por que diabos as pessoas dançam um monte de palavrão com batidas? Mexa-se Bruna. Mexa-se. Tente parecer menos estranha.
- Amor, vou no banheiro tá?
Uma pobre garota vomitando no chão e a outra tentando salvar o que restou do lápis de olho com as pontas dos dedos. Será só eu estava  ali?
- Que ótimo, sem papel.
Eu me imaginei naquele momento em vários outros lugares. No litoral, observando a lua ao lado de uma fogueira escutando você tocar violão. No cinema não prestando atenção no filme e beijando sua boca. Em casa abrindo a geladeira pra fazer qualquer besteira pra gente comer na cama.
- Ei querida, morreu aí dentro?
Você nem percebeu que eu voltei porque estava virando mais um copo de alguma coisa que tinha a mesma cor do meu esmalte. Aquele era o meu limite. O medo de te deixar ali sozinho era menor do que o medo de te deixar ali comigo. Eu não aguentaria por mais muito tempo – sem brigas.
- Amor, vamos ali pra fora comigo?
Suas mãos estavam na minha cintura e dessa vez eu estava te levando para algum lugar.
- Eu preciso ir.
- Agora? Você sabe que horas são? – Disse ele aumentando o tom de voz.
- Hora de voltar pra casa.
Eu estava discando para o táxi quando te vi voltar para a multidão.
Qualquer um diria que nós nunca tivemos nada a ver. Mas eu sabia. Você era o meu garoto e eu te amava em silêncio mesmo com tanto barulho ali fora. Mesmo com tantos idiotas tentando de convencer o contrário. Mesmo você se importando com tudo isso.
Mas eu era uma garota de sorte, você se importava.
Uma lágrima se formava em meus olhos, quanto te vi correr logo atrás do Táxi.
Você voltou pra casa junto comigo.
De mãos dadas e sorrindo.





desconheço autoria

Disfarce




Às vezes acho que eu sou meio louca, não completamente, mas o suficiente.
Não precisa ter medo, sei disfarçar.
Essa minha mania de transformar tudo em texto só complica às coisas. Eu fico imaginando, criando sentimentos que nunca existiram para que as pessoas simplesmente concordem comigo. Eu não sei estar errada.  Quando estou, faço que errem também.
Não, não queira ser como eu. De vez em quando queima e sufoca.
Gosto de  músicas que ninguém escuta. De unha descascada e bochechas vermelhas. De barba feita e mãos na cintura. Amo sentir frio. Sinto saudade de tudo e de todos, principalmente, de quem não merece. Minha melhor companhia é a solidão. Quando estou com ela, pessoas que já se foram, voltam.
Perco a hora toda hora. Mas, estou sempre lá. E por aqui.
Goste que me admirem, não que achem graça de mim. Pessoas idiotas me dão dor de cabeça. Deixo sinais enquanto falo. Eu acredito no amor. E na paixão.  Uso all star e salto alto, mas eu gosto mesmo é de ficar descalça. Sou sensível e ao mesmo tempo forte. Choro, acho graça e  fico nervosa, tudo em menos de um minuto, ou ao mesmo tempo, em um segundo.
Minha vida flui como essa crônica. Frases sem sentido e fora de ordem, que quando se juntam, formam um parágrafo. E o final? Meus finais são sempre confusos. Sem porque, nem pra que, apenas acabam. Fim.




desconheço autoria.

sábado, 4 de junho de 2011

Não escolha,


a pessoa mais bonita do mundo. Escolha a pessoa que faz do seu mundo o mais bonito.

Uma vontade enorme,


de pegar uma mochila, colocar o necessário e sair por aí... conhecer o mundo, conhecer pessoas, fortalecer laços, esquecer decepções. Buscar a minha felicidade, encontrar e não voltar tão cedo.

Uma garota só precisa,


de um garoto que possa ser homem o bastante para prová-la que nem todos os homens são iguais.






___________________________

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Eu aprendi




com a dor, que estar em Tua presença, era a unica coisa que realmente importava.




Carla Lucena.

Me lembra alguém conhecido



Eu não quero mais viver

Longe da Tua presença, meu Senhor
Hoje, quero voltar, voltar ao início de tudo
De quando eu era feliz
Sentia a Tua presença, caminhava ali, no seu jardim
Te encontrava todo dia
Mas me perdi, Senhor, no caminhar
Tentei andar sozinho na aventura
Dessa vida foi só ilusão
Confesso que andei perdido, sim,
Mas, hoje, eu Te devolvo um coração
Arrependido de tudo o que fez
Quero voltar, Senhor, para os Teus rios




Arde Outra Vez - Thales Roberto.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Eu procurava estar bem,




você veio e me fez ser melhor. Eu procurava estar feliz, você veio e me botou um sorriso no rosto.
Eu queria um abraço, você veio e me deu muitos. Eu queria apenas umas palavras de apoio, você veio e me disse " Eu te amo". Eu procurava alguém. VOCÊ VEIO E ME COMPLETOU .

Talvez eu veja em você ...



algo que ninguém mais vê. Por isso te amo de uma maneira que ninguém mais amaria.




desconheço autoria.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Eu te amo, não diz tudo.

O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.
Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.
Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para angústia instalar-se.
A demonstração requer mais que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha santa paciência,  vou querer que ele faça pacto de sangue também ?!
Pactos. Acho que é isso. Não de sangue, nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso, que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que um dia o destino venha a dividir o caminho dos dois.
Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. " Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho."
Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água. " Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou a sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira esse sapato." 
Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. 
Sente-se amado quem não ofega, mas suspira. Quem não levanta a voz, mas fala. Quem não concorda, mas escuta.
Agora sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo.





 (Texto de Martha Medeiros)


domingo, 20 de fevereiro de 2011

As diferenças dos irmãos

Marquinhos arrumou uma namorada em Catitó e pouca atenção dava a Pitu. Estava com mania de moço feito e Pitu, pra ele, era uma criança. Pitu ficava olhando o irmão e pensando com antes eram diferentes as coisas. Marquinhos foi seu mestre de natação, foi ele quem o ensinou a pescar, a fazer arapuca, a soltar papagaio, a jogar dama e buraco. Marquinhos era um ídolo que estava se distanciando. Sabia que o irmão já tinha até barba na cara, estava moço. Mas não podia compreender a mudança de atitudes. Pitu largaria todos os seus amigos se Marquinhos o convidasse para sair junto. Duas vezes, tentou convencer o irmão a irem ao sítio por uns três dias, mas ele não mostrou qualquer entusiasmo pelo convite. Aos bailes, Pitu não queria ir, não sabia dançar ainda, não gostava. De manhã, o irmão não namorava, mas dormia até a hora do almoço. Ficava difícil o relacionamento entre os dois. A mãe já tinha notado isto. Chegou mesmo a falar com os dois, mas cada um achou uma desculpa. Pitu encontrou Marquinhos fumando escondido no porão. Começou a conversar com Pitu, a agradar, tudo muito estudado, como se quisesse comprar-lhe o silêncio. Pitu deixou bem que não ia contar pros pais, podia ficar descansado. Naquela tarde, Marquinhos mudou de atitude, convidou o irmão para uma partida de damas. No outro dia, a mesma distância, a mesma superioridade que doía. Conversando com seu Zeca da farmácia, Pitu desabafou, queixou-se muito do irmão. Seu Zeca disse era natural o que estava acontecendo, que Pitu precisava entender. Um dia ele também sofreria esta mudança de pinto pra frango. Um dia os dois seriam frangos e voltariam a ser amigos como antes. Depois o irmão passaria a galo e as coisas ficavam difíceis outra vez.
Até acertar de novo. A vida é sempre assim, é problema do tempo...Pitu fez com a cabeça que entendia. No fundo estava meio confuso. Mas seu Zeca só podia estar certo. Era um homem inteligente, que sabia explicar tudo. Ele mesmo dizia ser apenas " um homem vivido", o que não ficou também muito claro, mas Pitu sabia que era coisa importante demais.
Será que seu Zeca era galo ou já era mais velho que galo? O que viria depois de galo?
Pitu pensou, pensou, mas achou mais sensato não perguntar muito. Só sabia que, idade de seu Zeca, era mais fácil ser amigo do que  irmão.



Escrito por: Elias José

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

You belong to me

E estarei tão sozinha sem você
Talvez você também estará solitário
Voe o oceano num avião prateado
Veja a selva quando está molhada pela chuva
Apenas se lembre: até estar em casa novamente
Você me pertence.




Lifehouse