Lembrei de alguns amigos e amores que simplesmente passaram. Me deixaram sem pedir licença, sem avisar, sem fechar a porta depois.
Não sei se a dor que muitas vezes sinto são essas portas entreabertas, prefiro acreditar que não. É mais uma forma de me resguardar dos sentimentos, me preservar de mais e mais dores. Eu prefiro acreditar que a felicidade entrou e fechou a porta e agora ela ocupa os espaços que estavam vazios.
Você pode até achar que estou me enganando, escondendo a dor ou até mesmo mentindo pra mim mesma. Eu vou te responder que estou tentando sobreviver.
Ocupando as lacunas com pessoas e momentos importantes. Porque eu percebi que não adianta olhar pra trás, as coisas nunca mais serão como antes.
As pessoas não vão mais voltar, os sorrisos já se perderam, os abraços já partiram.
E a dor de saber que não terei mais esses momentos parece que me tortura a cada instante. Pensar naqueles que se foram só me faz ver o quanto eles foram importantes e em como essas portas abertas jamais poderão ser fechadas.
É sobre a saudade que dói, é sobre a lembrança de um sorriso, de um abraço, um perfume, uma voz.
Momentos, pessoas que jamais voltarão.
E a dor permanece, até quando não sei explicar.
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Pra você querida Juliana Palagi.
Em memória do Gatão ♥

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