Não sou o exemplo de pessoa no quesito desapego, mas estive pensando seriamente esses dias que eu preciso deixar as lembranças irem. As ruins pelo menos. Guardo todas, sem reservas, eu sei, me chame de louca mas é assim que sou. Mas decidi que 'assim seria', não quero mais me afundar em crises intermináveis, produzir somente quando estou na fossa, morrer de chorar na madrugada enquanto o mundo sorri na minha cara.
As pessoas superam, não é? Não é assim que funciona a tal resiliência? Decidi que assim seria. Afinal, eu ainda posso decidir ir ou ficar. Durante o último mês eu pensei muito em ir. De verdade. Mas vi que ir não resolveria o meu problema. Me escondi do erro, disse pra mim mesma 'você não é culpada', fugi como uma garotinha medrosa mas hoje não. To aqui, de peito aberto dizendo que errei sim mas que não faz meu estilo ser mártir. Não faz meu perfil passar de coitadinha a vida toda. Chega disso. Chega de enxergar o passado toda vez que dobro a esquina, chega dos fantasmas me perseguindo para lembrar-me do que poderia ter sido e não foi. Viver não é isso. E me desculpe você, eu também tenho esse direito. Não vou carregar uma culpa eterna. Já tentei me redimir, aliás já pensei em mil formas de me redimir mas nenhuma delas aparentemente satisfatória. Então, deixa rolar.
Vou viver. Vou abraçar o caminho que eu mesma escolhi. Caminho que ninguém me obrigou a trilhar, ninguém me impôs, ou enfiou goela abaixo. Eu escolhi. E hoje venho aqui gritar pra quem quiser ouvir, ESTOU FELIZ COM A MINHA ESCOLHA.
Hoje eu deleto tudo que me põem pra baixo, tudo que me faz chorar e tudo que faz com que eu me sinta um lixo.
Sabe o mito da fênix? Então, renasci.
Nenhum comentário:
Postar um comentário