“Casa comigo? Sabe, por que eu estive pensando no que eu faria. Eu pensei de acordar às seis e quarenta, a hora que você acorda para trabalhar, olhar para seu rosto e sorrir. Seria o primeiro dia casados. Eu te daria um beijo, escovaria os dentes e faria seu café da manhã, te perguntando como você gosta do ovo, frito ou cozido. Permitiria a chuva entrar pela janela da cozinha pelo menos uma vez, só para inaugurar nossa casa e nossas vidas. Aumentaria a música no rádio, abriria a porta para o vento frio vir me dá bom dia, sorriria para os cães e mandaria beijo para os passarinhos. Eu sentaria ao seu lado, te olhando comer e tomar seu suco de laranja, me olhando e querendo rir, por que não aguenta minhas caretas só para te irritar. Eu correria de você quando resolvesse que eu estava chata demais logo pela manhã, te deixaria me pegar no colo novamente, pois será uma sensação maravilhosa. Eu te beijaria, mas pararia logo, pois seria difícil te deixar ir. Eu diria que te amo todas essas manhãs, as quais faríamos as mesmas coisas, talvez com algumas mudanças, mas sempre com a mesma intensidade e com mais alegria, sempre e sempre. E eu não deixaria faltar amor, felicidade, carinho, desejo, e tudo o que reúne nossas manias, desejos e carências. Podemos fazer o que quisermos, a hora que quisermos, quando quisermos, somos donos do nosso próprio mundinho, meu bem. Eu guardarei tudo isso para nós, mas você precisa me responder, pois não escrevi tudo isso no futuro, para o presente não se torná-lo. Casa comigo?”

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