quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Conto de amor VII




Estava na cama, conversando com ele. Segurando o celular como se pudesse abraçá-lo, como se pudesse tocá-lo através de cada sms daquele.
Estava com sono, os olhos quase fechando. Mas não queria se entregar, queria ficar com ele mais um pouco. Mas o sono foi maior, precisou se despedir.
"Vamos, te coloco pra dormir e volto pra ficar aqui na varanda". Aquelas palavras cortaram seu coração. Por mais que ele dissesse que tudo estava bem, no fundo ela sabia que ele só dizia aquilo pra mantê-la calma. Ela sabia que as coisas não estavam bem.
Detestava deixar ele triste. Não suportava saber que ele estava infeliz, triste ou deprimido por algo, alguém, alguma coisa. Mas o que podia fazer? Gostaria de atravessar o celular e parar lá na varanda do apartamento. Abraçá-lo, cuidar dele, cuidar pra que esteja sempre sorrindo. Sempre feliz.
Se ele pudesse ver como o coração dela estava naquele momento, com certeza choraria junto com ela. Não disse pra ele, mas estava aos prantos. Soluçava baixinho, pra que ninguém além dela ouvisse a dor que estava sentindo. Acalmou-se. E pensou em ligar. Apenas pra dizer "Eu te amo"
E assim fez.
"Oi." "Oi nonom. Liguei só pra dizer que te amo." " Eu também te amo." "Fica bem tá."
Queria passar a noite inteira falando com ele. Queria estar lá com ele. Pensou nos dois, na varanda, na noite fria. Sorriu, adormeceu sem perceber. Com a imagem dos dois na cama, abraçados, se amando.

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