quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

4 dias sem você

"O tempo passa. Mesmo quando isso parece impossível. Mesmo quando cada batida do ponteiro dos segundos dói como o sangue pulsando sob um hematoma. Passa de modo inconstante, com guinadas estranhas e calmarias arrastadas, mas passa. Até para mim."


"Não mudei. Estou aqui". Meu dia começou assim. E terminou com o silêncio depois disso. Até à tarde, quando eu estava no salão de espera pra entrar na sala do psicólogo. Não foi preciso ele me perguntar se eu estava bem ou o que havia acontecido comigo, estava bem ali, nos meus olhos e na minha cara de desespero. Zumbi. Acho que posso me considerar um. Não come, não fala, não sente, não vive. Foi isso que disse quando ele me perguntou quem eu era.
Nem sei mais quem eu sou pra ser sincera. Não sei onde ir, o que fazer. Não sinto vontade de nada. Só de ficar no meu quarto e não sair nunca mais de lá.
Sabe o que é pior, ver assim "visto por último 1:15". Saber que você estava ali e não queria falar comigo. Eu sei, estou pedindo demais, exigindo demais. Não tenho direito de fazer isso. Preciso esperar. E vou. Como esperei no começo, vou esperar agora também.
Queria saber o que significa "preciso me curar". Será que quer dizer que vai superar a gente? Que vai esquecer de tudo? Que vai ser feliz com outra pessoa? Não sei. Mas fiquei a noite quase toda lendo essa conversa, até os remédios fazerem efeito e eu conseguir meu torpor.
Não sei se você lê. Se as muitas visualizações que vejo nos posts é você, ia perguntar isso ontem mas não o fiz. Espero que seja. Assim vai saber o que está acontecendo aqui também. Vai saber que não estou bem, que estou definhando. Também não sei se isso ainda importa pra você. Enfim.
Talvez não consiga mais escrever durante a madrugada e faça isso pela manha. Estarei aqui. Todos os dias. Até...



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